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Reffis

por Ana Luiza Rosa

Já é de praxe dizer que o São Paulo é um dos clubes mais bem estruturados do mundo. Mas a boa fama em relação às instalações do Tricolor se tornou ótima em 2004, quando o Reffis foi inaugurado.

O núcleo de Reabilitação Esportiva, Fisioterápica e Fisiológica é a mais moderna instalação do gênero pertencente a um clube esportivo na América do Sul. Nela, profissionais das áreas médica, fisioterápica, fisiológica e física, interagem para unir seus conhecimentos e utiliza-los para o tratamento e prevenção de lesões.

Com uma aparelhagem de ponta, a sala conta com equipamentos caríssimos e muito desejados por quem trabalha com atividade física. Como exemplos, há uma esteira especial que custa mais de US$ 20 mil, e a menina dos olhos do Reffis: o dinamômetro isocinético, um aparelho que analisa a musculatura dos jogadores na recuperação de lesões (aquele onde os atletas fazem força com a perna, fazendo uma cara muito feia), único em clubes de futebol do Brasil e que não é adquirido por menos de US$ 80 mil.

Comandado pelos fisioterapeutas Luis Alberto Rosan e Ricardo Sasaki e pelo fisiologista Turíbio Leite de Barros, o Reffis ainda conta com os preparadores físicos Carlinhos Neves e Sérgio Rocha, com o analista de desempenho Wellington Valquer, pelos médicos José Saches e Marco Aurélio Cunha e pela nutricionista Cristina Soares, todos profissionais do departamento de futebol do clube, que convivem diariamente com os atletas e tornam períodos tensos de recuperação em dias mais calmos.

Mas quem pensa que só os jogadores do São Paulo ganharam com a implantação do Reffis está muito enganado. Atletas de vários clubes do Brasil procuram as instalações do núcleo, que também os atende sem cobrar nenhum centavo.

Mas um dado pode deixar o são-paulino ainda mais orgulhoso da iniciativa da diretoria em investir na saúde dos jogadores. Vários boleiros de várias partes do mundo escolheram vir ao São Paulo fazer o tratamento de suas lesões.

A Estação fez um levantamento de alguns dos atletas que participam da maior competição interclubes do mundo, a Champions League, e escolheram as instalações da Barra Funda para se recuperar.

Da Itália, os ex-tricolores Kaká e Cafu voltaram ao time de origem para fazer seus tratamentos, e o atacante Ricardo Oliveira, que hoje volta a brilhar no Milan, ficou tão encantado com o CT da Barra Funda e com o São Paulo que assinou contrato com o clube. Dos clubes da terra da Rainha, Fábio Aurélio, também ex-São Paulo, que agora joga no Liverpool e Júlio Baptista, do Arsenal, vieram ao Brasil para se tratar.

Já vindos da Espanha, craques brasileiros de primeira linha confiaram no Sampa para voltarem o mais rápido possível aos gramados. Edu representou o Valencia no Brasil, Edmílson e Thiago Motta, do Barcelona, ficaram em São Paulo para se recuperar, e do todo poderoso Real Madrid vieram Ronaldo e, atualmente, Cicinho.

Outros jogadores de renome internacional, mas que não disputam a Liga dos Campeões, também já estiveram sob os cuidados dos tricolores na Barra Funda. Roque Júnior, Zé Roberto, Luizão, Denílson, França, Vagner, Romário e até o português Abel Xavier foram tratados pelos são-paulinos do Reffis. Mas não só os jogadores de futebol têm o privilégio de receber o tratamento especial dado a quem freqüenta a sala. Falcão, craque do futsal, também já passou pelo núcleo, assim como jogadores de basquete.

O curioso é que no início, com medo dos milhões investidos nos atletas, os clubes só autorizavam seus patrimônios, os jogadores, de voltarem ao Brasil para fazer o tratamento após visitarem o Reffis. E todos foram surpreendidos com o que viram. O médico do Real, Luis Serratosa, veio ao Brasil para um congresso, visitou o CT e ficou encantado. Já os dirigentes do Barcelona, que já conheciam o Centro do São Paulo por intermédio de seu vice-presidente, pediram ao São Paulo para cuidar de seus jogadores brasileiros, o que foi atendido prontamente. Agora, o São Paulo já é referência mundial em tratamento de lesões.

Especula-se que o Tricolor gastou algo em torno de US$ 2 milhões na montagem do núcleo, além da parceria com a LifeFitness, empresa de aparelhos de musculação, e o projeto recebeu algumas críticas já que o valor poderia ter sido gasto na compra de algum jogador. Mas alguém duvida de que o dinheiro usado pelo clube para dar início ao projeto do Reffis já deu um lucro muito maior que a compra de algum boleiro? É só conferir os dados. Quantos jogadores o time perdeu por problemas de lesão nos últimos campeonatos? O Reffis é mais uma das provas de que o São Paulo é, realmente, um clube diferenciado.

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Classificação
Pos.
Clube
Pts
Grêmio 45
Palmeiras 40
Cruzeiro 39
Botafogo 38
São Paulo 37
Vitória 36
Flamengo 36
Coritiba 36
Inter 30
10º Sport 29
11º Atlético-MG 28
12º Figueirense 28
13º Goiás 27
14º Vasco 26
15º Fluminense 23
16º Atlético-PR 23
17º Náutico 22
18º Portuguesa 22
19º Santos 22
20º Ipatinga 20
 

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